sangue

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segunda-feira, 12 de julho de 2010

sim sou eu!

por muito tempo eu bati e não via que estava apanhando
por muito tempo eu encenei e não vi que todos também
eram atores
por muito tempo menti para mim mesmo.
agora não há mais nem um palco
nem um ring
nem plateia
não a pessoas nem espelhos
não a mais um jardim
nem plantas
é assim que a praga morre
sem alimento sem vida
só sabe viver de outros seres
de outras vidas
de outras mentiras
e quando não a mais mentiras
eu não sei quem sou
a verdade não é dura
apenas é mórbida
e simples
"simples"
como viver sem a luz a cima de mim
como mostrar um brilho
se a vida pede para sermos apagados
como ser ator
se a vida me pedi pra ser eu?

sentado na frente de uma tela branca
sem ideias sei ter o que escrever
sentado no meu quanto com uma porta sem tranca
sem futuro e tendo q te rever:
-olaa querida solidão
foste tu quem expulsou a felicidade de meu coração?

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