sangue

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cruz

domingo, 18 de julho de 2010

Para: Morte


Se a ti oh doce morte devo algo
Que sejas breve
Meu sangue já não é puro
Meu corpo já não é mais saudável
Minha alma amarga e impura
Meu coração nem a mim pertence mais
Quando tirares minha vida
Queime o que restar
Pois nem como alimento de insetos meu corpo é aceito
Seja breve
Pois nem o fim será tão doloroso quanto minha vida
E como ultimo pedido
Diga aquela linda moça que sempre amei
Que minha alma parte hoje
Mas meu coração já parou
Há vários invernos
Por culpa daquele meu pecado
Cometido naquele verão
Diga que aquela lagrima
Pra mim foi um pingo de dor
E uma vida de solidão.

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